secretária / 30 septiembre 2012

Setembro

Por Lou.

Arrumo com a desculpa do encontro,
o goulash da amizade de cada ano.
Há flores, há velinhas, e no centro
da mesa bebidas que fazem mal.

Do nada, tudo é voz, tudo é gente
deixando seus casacos na cama;
um bando comendo direto da travessa
treze adultos numa festa de pijamas.


Depois do bolo, das canções e dos abraços,
embriagada se retira a manada
deixando seus sofás e seus copos.

Com frio lhes dou tchau do vau.
Quando subo, a casa continua bagunçada.
É tão linda com tudo fora do lugar.

(A versão original é um soneto traduzido literalmente ao português.)